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Review: Hydra - Within Temptation

17:51Ana Mansilha

Sejam bem vindos!!
Esta é a review que mais tempo demorou a fazer, por mais que ouça o álbum acho que a minha opinião é inconstante. Experimentei ouvir bem disposta, mal disposta, triste e feliz... E acho que de cada vez, muda algo na forma como ouvi estas músicas. Esta banda, embora hoje em dia não seja a minha favorita é a que sigo à mais anos, cheguei a fazer trabalhos para a escola acerca deles, estou velha...
Como a maioria dos fãs mais antigos, os nossos discos de eleição são, sem dúvida alguma os primeiros da carreira já longa da banda. "Enter" e "Mother Earth" são os líderes na minha escolha, no entanto foi no tempo do "The Silent Force" que os conheci, já lá vão 10 anos...
A grande facada que levei destes senhores foi o disco anterior a "Hydra", o "The Unforgiving", para além das músicas "fraquinhas" achei-o extremamente comercial.

"Hydra" apresenta-se no mesmo formato, muito mais Rock do que Doom/Symphonic Metal, muito ao estilo de "The Unforgiving", começa com uma das músicas já conhecidas em formato demo no EP que lançou a música com a Tarja Turunen, "Let Us Burn" é uma boa música, com um solo de guitarra bem conseguido, vocais fantásticos da linda Sharon Den Adel. Seguimos com "Dangerous" que podia ter sido uma excelente música mas acho-a super estranha e fora de contexto, e aquele video clip deixa muito a desejar.
A prova viva como uma banda de metal pode desiludir os seus fãs é fazer uma música com rap, não me chamem preconceituosa, apenas acho que não combina. A música começa de uma forma excelente, a segunda sessão é brutal com aquele crescente na música até explodir.... no rap. Dá vontade de os esganar... se explodisse em guturais fantásticos ou até os fraquinhos do Robert tudo bem, a gente aguentava qualquer grunhido, mas rap não, o meu pobre coração isso não aguenta.
"Paradise" é extremamente sinfónica e pesada no seu inicio, mas não me convence, nem a Sharon nem a Tarja, nenhuma das duas está realmente em alta. Podiam ter feito a música que fizesse qualquer metaleiro ter orgasmos múltiplos, ficamos pelos esgar e más caras...

Vou dividir a coisa, até agora o que escrevi foi a primeira parte do disco, vou fazer dele um disco com duas partes, pois a segunda agrada-me consideravelmente. "Edge of the World" é única música que adoro, a que me faz cantar no trabalho, no carro, em casa e na rua... Em qualquer lado em lembro-me desta melodia que me lembra os tempos mais "Old School", uma música crescente que começa com a angelical voz da Sharon e assim vai crescendo desde a melodia à parte mais pesada e super bem conseguida. Esta vale a pena... Muito a pena!!
"Silver Moonlight" e "Dog Days" são músicas em que o instrumental é muito bom, com leves toques dos álbuns "The Silent Force" ou "The Heart of Everyting", a primeira citada perdeu um certo encanto, pois no EP os guturais estavam mais fortes e na versão final ficaram mais ténues, mas ter guturais e solo de guitarra na mesma música é fabtástico, na segunda  também conta com um bom solo de guitarra mas é mais "banal". "Roses" é também uma daquelas poucas que vale a pena, gosto muito da leveza como é exposta aos ouvintes, achei-a muito descontraía e musicalmente boa e de fácil audição. Termina com "Tell Me Why" uma música também muito "The Silent Force" com um refrão super explosivo e bem conseguido e com a balada "The Whole World Watching", mais um dueto, uma boa música para terminar.



Para não me alongar muito mais (ainda bem...ufa) regra geral a primeira parte é mais ao novo estilo dos Within Temptation, a segunda é uma tentativa semi-conseguida de ir ao baú buscar as raízes. No entanto o esforço é notório, musicalmente são boas músicas, nunca podemos desvalorizar a carreira de uma banda com tantos anos a fazer música, a voz essa é sempre o mesmo encanto, diferente sim, mas angelical e sublime. Sharon den Adel ainda é aquela voz que cativa, mesmo que o seu esplendor máximo esteja lá no milénio passado.

Queria terminar com uma frase daquelas que nos fizesse sorrir, ou algo que vos desse uma indicação do que fazer com este álbum, ouçam e comentem o que acham. Ouçam "Edge of the World" no final de tudo para que possam ter um momento de prazer. Ou então ouçam-na apenas a ela...

Post Scriptum: Li acerca de Hidra, um dragão com várias cabeças. Acho que o nome está adequado, visto que este disco é muito variado e vai a todas as ramificações da bandas. Uma óptima escolha!!

NOTA: 3.5 / 5


Comenta e subscreve. Um beijo, Ana!

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